Milton Rodrigues

Segunda-feira, Novembro 30, 2009

PINTURA
Abaixo, golaço do tal do Diego Souza, da equípe suína.

O Porco ainda respira, mas graças ao meu Timão, é o Mengão que está na cabeça. E o Tricolor balança. Aliás, repararam como o Felipe fez corpo mole no pênalti do Flamengo?

Quarta-feira, Novembro 11, 2009

CINEMA - O CRISTO DESMORONA
O final de semana será marcado pela estreia do filme "2012", sobre o fim do mundo em dezembro de 2012. Numa das cenas mais chocantes, o Cristo Redentor, uma das 7 Maravilhas do Mundo, despedaçando sobre a Cidade Maravilhosa.
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Quinta-feira, Novembro 05, 2009

TCHAU, DIÁRIO DA REGIÃO (01/02/1985 -- 05/11/2009)

Mais de 25 anos após o começo de uma história que, para mim, foi linda, chega ao fim o meu vínculo com o Diário da Região. Estou realizado, como pessoa e como profissional depois de passar por absolutamente todas as etapas da Redação. Sou grato a todos os meus companheiros da Redação. Fabricio, você é o amigo que pedi a Deus!

Abaixo, segue um artigo (atualizado e ampliado), que escrevi há algum tempo.


Era o verão de 1983 quando o autor destas pretensas reminiscências entrou pela primeira vez na redação do Diário. Estavam por ali Mário Luiz, Reyzinho, Soler, Betão, Lucinha, Soninha, Cristina, Palmieri, Gugu, Adolfo Canada, Wagnão, Nenê, Magaly e Haydeé.

Depois ainda chegariam o Greison, Cecilia, Secco e Lelé. Máquinas de escrever por todos os lados, fitas gastas a sujar os dedos dos redatores. Lá fora, uma Brasília bege. Dentro dela, alguns desses caras espremidos, correndo atrás da informação.

Plínio Prata chegava ao jornal com a coluna de filatelia. Jayme Colagiovanni, o fotógrafo que esteve em todas, tornava e tornou eternos todos os instantes. O Molina trazia as suas histórias de moto. Um grande barracão nos fundos do prédio, o mesmo prédio da Delegado, meia dezena de máquinas de linotipo, geringonças pré-históricas pilotadas pelo Robert e pelo seu Orison, pai da Cris.

Bem no meio do barracão, ficava Donão, comandando outro aparelho jurássico chamado ludo, em que se montavam títulos manualmente, letra por letra, feita de chumbo. Na revisão, Marcão Lima, Roxinho para os amigos. Ganhou o apelido por causa da semelhança física com o Roxinho que, voz tremida fraquinha, tentava imitar o Dalvan, do Duduca, do Canal 8.

Literalmente estávamos nos anos de chumbo. Não o chumbo dos militares que até aquela época ainda mandavam no País, não o chumbo da censura odiosa. Mas o chumbo mesmo, usado no linotipo, misto de máquina de escrever e caldeira. Chumbo derretido que se transformava em letras de formato coluna de jornal, para montagem da página no pestape.

Ali no pestape o menino Zoaldo colava com durex o astralão, base de material plástico translúcido que precede a gravação em chapa pré-sensibilizada. “Tancredo está morto” foi a manchete da edição extra do Diário, em preto e branco.

O América do Birigui ainda vivia o auge, lotando o velho estádio Mário Alves Mendonça. Na Prefeitura, saía o Adail, entrava o Mané pela primeira vez. Estavam surgindo o Solo Sagrado, a explosão demográfica.

No rádio, os Paralamas e “a arte de viver da fé, só não se sabe fé em quê”. Nos rodeios, João Mineiro e Marciano, “seu amor ainda é tudo”. Nos cinemas, Grease, de volta, revivendo os tempos da brilhantina. Na televisão, Roque Santeiro.

Nos sábados à tarde, cerveja trincando na padaria Super Pão. Nas noites, o bar Rio Branco, hoje a Caixa Federal, ao lado do Fórum. Lá o Florindo “Índio” clareava as idéias com chope escuro depois de um dia de luta no breu do laboratório de fotos, onde formava trio com o Serginho “Brejo” e o Luís “Papagaio”. Movido por uma romântica forma de fazer jornal artesanalmente, o Diário já ocupava a liderança disparada e começava a dar decisivos passos rumo à modernidade.

Comprou a moderna impressora off-set e entregou nas mãos do Salvador e do Jorge, irmão de Joel. Da portaria, ‘seu’ Chiquinho e Aimoré conseguiam observar pelo vidro o funcionamento nervoso das máquinas. O Diário já era capaz de imprimir páginas coloridas. A primeira foto de capa em belas cores foi uma portentosa seringueira sangrando látex.

Uma enorme máquina de telex despejava notícias do Brasil e do mundo todo ali no colo do Zeilton e nas mãos do Mário Luiz, o comentarista que sabe o que diz, que o Diário mandou para a Copa de 86, no México. Era papel para todo lado.

Um belo dia, chegou uma pequena máquina de escrever eletrônica na redação. Depois chegou outra, mais outra, até aparecer o primeiro computador, teclado XT e monitor verde embaçado. A própria maravilha.

Outras redações do Brasil sofriam a mesma metamorfose. Os computadores invadiram a redação e em seguida os outros departamentos, dinamizando o processo de montagem e decretando o fim da era do chumbo. A oficina migra para o Distrito Industrial, nos braços de Leonardo, o Geléia, irmão de Geraldo, que é irmão do Soler. O barulho das máquinas vai para longe da rua Delegado.

O antigo barracão deu lugar a uma redação moderna, onde hoje ainda olhamos para o lado e notamos a presença do Greison, da Cecilia e da Soninha. Aquela mesma Soninha que sujava os dedos trocando a fita da máquina de escrever.

Quis o destino me incluir nas fases mais marcantes deste magnífico Diário do doutor Buzzini e em edições verdadeiramente históricas: o fim da ditadura militar, a comoção nacional por Tancredo Neves, a volta do presidente civil, o impeachment de Collor, a virada do milênio, o cinquentenário do jornal, o sesquicentenário da cidade, o centenário da circulação do primeiro jornal, a fantástica cobertura das eleições municipais de 2008, a primeira vez transmitida ao vivo pela internet (áudio e vídeo) em Rio Preto.

De 25 de outubro de 2006 até hoje, tive a honra de ocupar o principal cargo da Redação. Como foi linda a campanha das Sete Maravilhas, que estão aí, eternizadas. Como foi bonito o engajamento da equipe naquele e em tantos outros projetos. Como foi fantástico participar de tantas brigas de cachorro grande, que a Redação e os leitores conhecem tão bem.

(Sobre esse período, eu gostaria de tratar detalhadamente em outros posts, que pretendo escrever aqui. Quem me der a honra de acessar o blog, estarei por aqui. Sempre com a mesma postura, com ética, senso de justiça e grande amor pelo Diário. E sempre consciente, como eu sempre fiz questão de afirmar para quem pediu para ouvir, que eu não sou o dono da verdade).

Perseguição e privilégio são palavras que não existem no meu vocabulário. E a minha dignidade não está à venda.

Foi uma grande honra, enfim, testemunhar um quarto de século da vida do Diário, mais de 40% de uma longa história que chega aos 60 anos. Assim foram as duas últimas décadas e meia, 25% da história da imprensa rio-pretense.

Valeu a pena, Diário. E como valeu. Que venham os novos desafios. Até logo.

Sexta-feira, Outubro 02, 2009

Rio 2016

Este é o Rio de Janeiro, sede dos Jogos Olímpicos de 2016

Das alturas do Corcovado debaixo dos braços de Cristo à tranquilidade paradisíaca do Jardim Botânico. Dos cabos de aço do Bondinho no topo do Pão de Açúcar ao repentino desejo de meditar no interior sombrio do Mosteiro de São Bento, sob a inspiração do canto gregoriano na igreja de estilo barroco - uma viagem imaginária à Idade Média, em pleno centro da cidade.Das manhãs ensolaradas em Ipanema ao puro oxigênio da Floresta da Tijuca e tardes de futebol no estádio do Maracanã ou um giro no bonde em malha férrea preservada nas ruas estreitas de Santa Teresa.

De animados encontros na tradicional Confeitaria Colombo a caminhadas pelo centro velho e passeio pela região da Cinelândia, um pedacinho da França bem no meio da “Cidade Maravilhosa”. Noites intermináveis de doce boemia - dos quiosques da Lagoa Rodrigo de Freitas ao antiquário do Rio Scenarium - MPB e bossa nova, lenitivo aos ouvidos de cariocas ou de turistas de todos os credos e continentes. Para recarregar as energias, repouso em hotéis a poucas quadras da orla, à espera de mais um dia do sol que vai nascer atrás das águas do Atlântico e encher de luz o Drummond de bronze, solitário no banquinho, de costas para as areias de Copacabana.

A privilegiada topografia da cidade do Rio de Janeiro, exuberante em belezas naturais, rica em monumentos históricos e plenamente sintonizada com o mundo, ajuda a entender a paixão eterna do carioca por sua terra. Explica o motivo pelo qual mesmo o carioca da gema fica enfeitiçado, todos os dias, quando o sol se vai atrás dos montes. “Aqui o povo pára e aplaude o pôr-do-sol”, disse-me, numa das visitas que fiz ao Rio, o apaixonado o guia turístico Bernardo Leão, cearense de nascimento e, há mais de duas décadas, carioca por adoção.

Emoção aos pés do Cristo

De carro ou de trem da Estrada de Ferro, os caminhos que cortam a floresta íngreme proporcionam uma vista privilegiada da cidade, rumo ao topo do Corcovado. Uma viagem inesquecível, que vai levar o turista bem aos pés do Cristo Redentor, de onde é possível contemplar as maravilhas e descobrir que o Rio de Janeiro é uma porção de pequenas e notáveis cidades cercadas de morros e água por todos os lados, tudo caprichosamente esculpido pela natureza.A viagem de trem nos quase 4 quilômetros de extensão da malha sai por R$ 30. Sentado no banquinho de madeira de um dos vagões, o passageiro tem a ligeira impressão de que está a caminho do cume da lendária Torre de Babel de tantas línguas. “Wonderful!”, exclamam os ingleses logo atrás. “Merveilleux!”, ratificam os franceses sentados no banco da frente. Ao lado, os alemães não deixam por menos: “Wundervoll!” Estão todos ali, no mesmo espaço. Ao deixar o vagão e seguir mais uma etapa pelo elevador panorâmico, os italianos concordam que aquele cenário é realmente “meraviglioso”.Depois de uma pausa no restaurante, chega-se às escadarias, na última etapa da viagem de ida, escolhe-se entre as escadas rolantes, à esquerda, e as convencionais, à direita. A brisa suave no rosto a 710 metros de altura, e contempla-se o deslumbrante Jóquei Clube, à direita da Lagoa Rodrigo de Freitas. É simplesmente “maravilloso”, como diriam os espanhóis também ali presentes.

Um olhar para um horizonte não muito distante - exatamente na direção do olhar de Cristo - e é possível observar o sobe e desce do bondinho no Pão de Açúcar. Um convite irresistível, que fica para o dia seguinte. É hora de pegar o trem e iniciar o caminho de volta, em direção ao sopé do Corcovado, onde pode-se adquirir lembranças, de todos os gostos e bolsos, dessa inesquecível visita ao Cristo Redentor e, 30 metros adiante, ainda conhecer o Mia, maior museu de arte primitivista do mundo.

Rumo ao topo do Pão de Açúcar

Único do mundo com as quatro laterais construídas em acrílico “plexi glass”, de tecnologia de aviação, totalmente transparentes, o bondinho do Pão de Açúcar, com capacidade para 75 pessoas, desliza silencioso enquanto os passageiros contemplam a exuberância da Cidade Maravilhosa. Cada viagem sai de 30 em 30 minutos, com ingresso a R$ 30, e dura aproximadamente três minutos em cada trecho: da Praia Vermelha ao Morro da Urca e, de lá, ao topo do Pão de Açúcar. São dois sistemas teleféricos independentes, com dois bondinhos em cada linha, o que permite maior fluxo de passageiros. Além dos trilhos de cabo de aço, os carros são impulsionados por outro cabo responsável pela tração. Movidos a energia elétrica - e com gerador para acionar em caso de emergência - os carros têm suas estações motrizes instaladas no Morro da Urca. Antes de receber os primeiros passageiros, toda manhã, os bondinhos fazem uma viagem de vistoria. As linhas são dotadas de dispositivo de segurança com alarmes e os carros não se movimentam se não estiver tudo em ordem, inclusive portas fechadas. Todo o trajeto é controlado eletronicamente, para garantir que a aceleração não sofra mudanças bruscas. Funcionam mesmo com chuva e só interrompem as atividades se o vento estiver acima de 65 km/h. Monitorados, são visíveis em painéis nas torres de controle em caso de forte neblina.Um dos maiores charmes do Rio de Janeiro, o bondinho foi idealizado pelo engenheiro Augusto Ferreira Ramos. Construído em 1912, projetou a cidade internacionalmente e passou por uma grande reformulação que o modernizou a partir dos anos 70. Visitar o Pão de Açúcar é viajar na história e refletir sobre as origens do Brasil. Foi aos seus pés que, em 1565, Estácio de Sá fundou a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.

Ninguém vai ao Pão de Açúcar sem passar pelo Morro da Urca. Mesmo que não fosse por força do trajeto dos bondinhos - que fazem escala por ali - curtir primeiro estágio da subida é uma oportunidade única para o turista marcar de forma inesquecível sua passagem pelo Rio de Janeiro com um happy hour ao pôr-do-sol, um jantar ao luar ou um café da manhã ao ar livre. O Morro da Urca conta com infra-estrutura completa e sedia regularmente grandes eventos. O restaurante tem vista panorâmica para a cidade. Plataformas circulares ao ar livre são um convite ao happy hour para o turista que optou por curtir os bondinhos no final da tarde. Um espetáculo à parte é o anoitecer visto lá de cima, o magnetismo das luzes da cidade refletidas à beira-mar.

Este é o Rio de Janeiro, uma generosidade da natureza e, agora, sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Copiemos o Lula, que copiou Obama: sim, nós podemos!

Terça-feira, Maio 26, 2009


Sexta-feira, Abril 24, 2009

RIO PRETO, POR LYGIA FAGUNDES TELLES
De Lygia Fagundes Telles em Rio Preto, na Jornada Internacional de Mulheres Escritoras, falando da nossa cidade: “Esta madrugada levantei às 4 horas e fui dar uma espiada na cidade, tão iluminada, pensei que estava em Londres, Paris. Será que bebi?” A frase está na reportagem da jornalista Francine Moreno, no caderno Vida & Arte, do Diário da Região (24/4/2009). Rio Preto também é, portanto, uma Cidade Luz. Palavra de autoridade.

Sábado, Abril 11, 2009

PARA REFLEXÃO DOS HOMENS DE BEM
Trecho de um dos editoriais do Diário da Região:
"A investigação conduzida de forma obstinada pelo promotor Sérgio Clementino em torno da barganha de cargos na Câmara de Rio Preto, seja lá qual for o seu desfecho, já revelou, na pior das hipóteses, o mérito de colocar em debate efervescente uma prática corriqueira, nem por isso aceitável, da política nacional. Sob a liderança do Ministério Público, a sociedade rio-pretense abre uma discussão de vanguarda e se recusa a acompanhar resignada as versões municipais do toma-lá-dá-cá, da troca de favores e dos conchavos intermináveis que permeiam os ambientes políticos do Oiapoque ao Chuí.
De um modo geral, a população de Rio Preto é bem esclarecida e não tem vocação para esconder sujeiras debaixo do tapete – e não é por moralismo barato, mas por decência mesmo. Quem disser que esse conluio desenfreado e confessado é aceitável porque em Brasília também é assim, só pode estar interessado em levar alguma vantagem; isso só pode ser coisa de quem não sonha necessariamente em ser um daqueles servidores eficientes – sim, eles existem – mas apenas mais um apaniguado para viver a vida mansa, recebendo dinheiro público sem ter de trabalhar pesado."

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